Ecossistemas

21/01/2020

Cidade do Rio

O terreno é arenoso e salino. A vegetação, rude, rasteira, frequentemente espinhosa. Estamos na praia, caminhamos pela restinga. Onde florescem as açucenas, as bromélias, os cactos. Onde o maria-farinha reina quase absoluto e as tartarugas realizam suas desovas.

Coisa diversa é o manguezal. Maleável, lamacento, salobro, o mangue é ambiente de transição entre a terra e o mar. Em seus terrenos alagados e gelatinosos vicejam a avicênia, a rizófora e o caranguejo chama-maré. Berçário natural de várias espécies animais, para lá acorrem os que vão em busca de alimento, sossego e condições ideais de reprodução.

E então chegamos à floresta. A natureza plena e exuberante. As árvores, as plantas, os bichos, tudo é mais nesse lugar. Coisa que espanta e deslumbra.

Em cada ecossistema formas variadas de vida. E de matéria que não é vida. Lá onde cada ser é único e todos vivem em contínua interação. Onde o perecimento de uns é condição da sobrevivência de outros. Vida e morte num eterno sem fim.